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Dependência emocional: o que é e quais são os sinais



Os seres humanos são animais sociais. Formamos conexões emocionais profundas com as pessoas ao nosso redor e, quando compartilhamos nossos conhecimentos e experiências, enfrentamos com mais facilidade as dificuldades naturais e culturais da vida.


No entanto, o cuidado excessivo e a necessidade de que a outra pessoa tome decisões importantes podem ser sinais de alerta. Por isso, saber lidar com a dependência emocional é fundamental.


O apego elevado a alguém geralmente ocorre em relacionamentos românticos, mas a codependência também pode se manifestar em amigos, familiares e até mesmo em figuras de autoridade. Como esse problema pode socializar e prejudicar as relações sociais, é importante observar os sinais de que algo está destruindo o equilíbrio.


Quer entender melhor como lidar com a dependência emocional? Neste post, vamos explicar quais são os principais indícios de que esse problema está acontecendo com você. Continue lendo e confira!


O que é dependência emocional?


Também conhecida como codependência, a dependência emocional é um quadro emocional ou comportamental que prejudica a capacidade de um indivíduo manter relacionamentos saudáveis e satisfatórios.


Nesse caso, o indivíduo projeta suas expectativas em um parceiro ou outra pessoa. Com o passar do tempo, sua sensação de depender de alguém para se sentir feliz, amado e capaz de fazer escolhas em diferentes áreas de sua vida vai se fortalecendo.


O medo é uma emoção muito real porque as pessoas emocionalmente dependentes se sentem inseguras quando se trata de assumir a responsabilidade por suas próprias vidas. Além disso, as pessoas com essa condição têm muito medo de tomar más decisões e serem rejeitadas.


Como surge a dependência emocional?


A base emocional de todo ser humano está enraizada na infância. Dito isto, a maneira como os indivíduos abordam os relacionamentos sociais e românticos como adultos reflete em grande parte suas experiências nos primeiros anos de vida. Falamos agora porque, em geral, a dependência emocional vem desse período.


Quando comparamos os estágios iniciais de nossas vidas com outros animais com cuidado parental, vemos que nossas infâncias são muito longas. Precisamos de cuidados redobrados e orientações específicas dos nossos progenitores para sobrevivermos e aprendermos a contornar as adversidades do mundo.


Nessa estreita relação com a mãe, o bebê busca segurança e amor quando todas as necessidades são atendidas, ou seja, não falta. Na psicologia, buscar a aprovação e a atenção dos outros é entendido como apego (guarde essa informação).


Por volta dos 8 ou 9 meses, as crianças percebem que não são só com a mãe, que o mundo exterior está além delas. É aqui que a ansiedade de separação acontece. Neste momento, percebe que é hora de aprender a viver em sociedade, um processo que continuará por muitos anos.


No entanto, tanto o excesso quanto a falta de entusiasmo nessas fases podem levar a pessoa a se tornar emocionalmente dependente. Vamos entender essas duas realidades.


Excesso de zelo


Já ouviu falar que essas pessoas são mimadas? Se sim, pode significar que a pessoa viveu situações de excesso de zelo na infância, principalmente por parte dos responsáveis ​​por criá-la.


O problema é que aprofundar o cuidado e o afeto sem corrigir forma um adulto dependente de exclusividades e tratamentos especiais. Assim, a pessoa não sente confiança e passa a acreditar que não tem condições de julgar, ponderar, decidir e escolher sozinha.


A falta de zelo


Há também o contrário, ocorrendo frequentemente em uma família conflituosa, com pouco apoio, carinho e amor. Pessoas que enfrentam punição excessiva e desamparo na infância também desenvolvem maior vulnerabilidade.


Na vida adulta, essa falta de entusiasmo se manifesta como uma dependência emocional. Na maioria das vezes, isso se manifesta em uma busca perpétua pela aprovação de terceiros, que atende a uma necessidade desenvolvida na infância.


Ou seja, em ambos os casos, a pessoa busca inconscientemente o tipo de realização que tem ou deveria ter na relação com os pais. A ideia, ainda que inconsciente, é resgatar sentimentos incondicionais que já existem ou querem existir. Portanto, ela coloca sua responsabilidade e esperança de felicidade na outra parte. Como se precisasse de alguém para se sentir completo.


Quais são os sinais da dependência emocional?


Você conseguiu entender mais ou menos como isso acontece? Talvez agora, com os sintomas mais claros, seja possível compreender os sinais da dependência emocional.


Geralmente, a pessoa tem dificuldade de concentração no trabalho, dá pouca atenção aos relacionamentos com a família e amigos e pode deixar de cuidar dos filhos porque se preocupa demais com os entes queridos. Isso cria um desequilíbrio em outros relacionamentos.


Mas lembre-se do que falamos no início do artigo: a codependência pode ocorrer em outros relacionamentos, não necessariamente românticos. Veja só os sinais mais comuns desta condição:

  • submissão ao outro;

  • sinais de abstinência na ausência da pessoa amada;

  • dificuldade de tomar decisões importantes nos relacionamentos;

  • sentimento de insatisfação;

  • tédio;

  • medo da solidão;

  • vazio emocional;

  • intolerância à frustração;

  • emoções negativas e desejo de autodestruição;

  • falta de consciência sobre seus próprios problemas;

  • sentimento de estar preso à relação e de que não conseguirá deixá-la;

  • conflitos de identidade;

  • cuidado excessivo com o parceiro;

  • foco da felicidade concentrado em uma só pessoa;

  • baixa autoestima;

  • necessidade constante de aprovação do companheiro em tudo o que faz e para se sentir bem;

  • repreensão das próprias emoções para não magoar ou não perder o parceiro;

  • controle compulsivo, sendo comum desenvolver TOC;

  • prioridade ao companheiro, abrindo mão dos próprios planos;

  • excesso de ciúme;

  • sentimentos de culpa e impotência;

  • oscilações de humor.

As diferentes sensações experimentadas pelo ser humano vêm da dança das mesmas moléculas químicas em diferentes situações. Os relacionamentos ativam, assim, os mesmos mecanismos de recompensa no cérebro que são estimulados pelo uso de substâncias psicoativas. Ou seja, produz sintomas semelhantes aos da dependência química.


Acontece que nem sempre é fácil perceber o que faz parte de nós, o que molda nossa personalidade e define quem somos. Ao mesmo tempo, deixar alguém de quem você depende pode ser um grande desafio. Então, por que não buscar a ajuda da psicoterapia?


Considere alistar o apoio da terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, onde os psicólogos ensinam habilidades para você identificar as ações e os pensamentos destrutivos que estão causando desarmonia na sua vida.


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